IBDF – Especialidades

Diagnóstico Funcional


O diagnóstico funcional é realizado através de perguntas específicas direcionadas aos sintomas do paciente, toques precisos (avaliação semiológica), avaliação por calorimetria, avaliação de posturologia (baropodometria e estabilometria), análise da postura e da marcha. Em breve estaremos disponibilizando fotos e detalhes.

Ortopraxia e Posturologia

A Ortopraxia ou Terapia Manual Ortógrada foi idealizada pelo Fisioterapeuta francês Jean luc Safin há mais de 40 anos, o qual fazemos questão de citar como autor do texto abaixo (parte da apostila de um dos seus cursos ministrados no Brasil em 2010).

Concretamente, diferentes estruturas e suas interconexões são comparáveis a um trilho ligando as diferentes entradas sensoriais aos efetores através dos centros de integração e de regulação. Um funcionamento normal supõe que o sistema encontrou um ponto de equilíbrio homeostático próprio do indivíduo. Ninguém é perfeito, este ponto morto está situado entre um ponto alto e um ponto baixo, autorizando a colocação individual de certa dose de compensação que enfraquece a medida que o tempo passa e que as condições se tornam limitadas.

A partir do momento que uma das duplas (olho D/olho E, vestíbulo D/vestíbulo E) se torna conflitante em seu interior (assimetria oculomotora, por exemplo) ou a frente de um dos outros componentes (olho/boca, olho/orelha interna, coluna/olho), o trilho ligando o conjunto sistema- função, se encontra, literalmente, colocado de cabeça para baixo, pela saída da via do controle cerebral: desorientação espacial, deficiência postural e suas cadeias de sintomas se instalam sem que o paciente possa ter consciência. Nós, fisioterapeutas, somos chamados a representar um papel essencial para esclarecer estes conflitos no seu tratamento, e/ou na orientação ao paciente.

Como estas patologias têm somente uma episódica correlação anatomo-clínica, então é de se suspeitar que os conflitos sensoriais que estão na sua origem são, na maioria das vezes, desconhecidos ou subestimados. Descobri-los é o único objetivo dos testes e exames clínicos de uma disciplina cientificamente recente: A Posturologia. Esta por sua vez, não é um meio de tratamento, mas uma ferramenta para medir as variações do tônus postural de um indivíduo em dado momento em um determinado contexto ambiental. O início consiste em utilizar uma bateria de testes clínicos (Fukuda, Romberg postural,…) acrescidos de variações concomitantes (olho aberto/olho fechado, boca aberta /boca fechada com dentes na oclusão, pés no chão/na almofada) para evidenciar as conseqüências físicas (assimetria tônica, falso membro curto, básculas/rotações da cintura, falsa limitação de amplitude articular, assimetria crânio-facial, defeito de convergência ocular) de uma das perturbações dos circuitos de regulação do controle posturo-cinético.

A Posturologia tem como alvo um homem que relate dor para se manter em pé (seja no aparelho músculo esquelético que o permite de resistir a gravidade, seja no sistema de controle e de seu regulador de energia); a Ortopraxia o deixa em pé para respeitar e utilizar da neurofisiologia. No contexto ambiental é o mesmo: clínica da posturologia e ortopraxia estão fundamentalmente ligadas.

O Fisioterapeuta deverá responder às várias necessidades:

• Esclarecer o conflito sensorial através do teste de sensibilidade das entradas sensoriais, tornando-o palpável ao paciente;

• Liberar as estruturas tensionadas ou pré-tensionadas;

• Nivelar a atividade tônica postural originando a anomalia de contração, inferindo os circuitos de regulação pelo viés do canal somestésico;

• Reinicializar a representação espacial do corpo nos mapas corticais para ter um pós efeito durável;

• Determinar a entrada sensorial mais acometida para organizar o tratamento por uma colaboração com os profissionais implicados (trabalho em equipe).

Na prática, isto pode se resumir em três questões:

1) Qual é o estado funcional dos circuitos neurais do sistema de controle postural desse paciente?

2) Considerando a minha profissão, eu consigo interferir nos circuitos cerebrais implicados através das minhas mãos; pelo toque?

3) Considerando o fator gravidade um elemento fundamental do sistema, eu consigo me dar os meios de levar em conta a sua fisiologia específica para fazer desse fator um parceiro terapêutico?

Osteopatia


A medicina osteopática é um ramo da profissão médica nos Estados Unidos e é reconhecida em quarenta e sete países, incluindo o Brasil. Porém aqui, esta profissão é uma especialidade do Fisioterapeuta, de acordo com a RESOLUÇÃO Nº. 220, de 23/05/2001.

Foi fundada nos Estados Unidos, no século 19, pelo médico Andrew Taylor Still (Figura 1). Ele a chamou de osteopatia, pois se baseava na manipulação de articulações e ossos para diagnosticar e tratar as doenças. Já em meados do século 20, a profissão se integrou a medicina convencional, inclusive servindo as forças armadas dos Estados Unidos como médicos osteopatas. No século 21, a formação dos médicos osteopatas ficou semelhante a formação de medicina convencional onde os alunos devem freqüentar quatro anos da faculdade de medicina seguidos por, pelo menos, três anos de residência. Hoje, utilizam-se também de todos os métodos convencionais de diagnóstico e tratamento.

No Brasil, para ser Osteopata, deve-se freqüentar cerca de cinco anos da faculdade de Fisioterapia e três anos (em média) dos cursos de Especialização em Osteopatia. O Osteopata aqui não prescreve medicamentos e solicita exames em parceria com médicos e dentistas, conforme o caso. A ênfase do seu trabalho está em testar grandes e pequenos movimentos do corpo humano, testando os possíveis locais de disfunção cinética. Como grandes movimentos, entende-se movimentos facilmente visualizados através dos gestos humanos como: andar, sentar, correr, pular, jogar bola ou praticar esportes. Como pequenos movimentos, entende-se o movimento de um osso em relação a outro (movimento articular), o movimento de contração-relaxamento (movimento muscular), o movimento dos vasos sangüíneos (movimento circulatório), o movimento de um músculo em relação a outro ou aos órgãos (movimento fascial), o movimento do tórax e do músculo diafragma (movimento respiratório), o movimento de bombeamento do líquido cérebro-espinhal (ritmo craniossacral ou movimento respiratório primário), o movimento de um órgão em relação ao outro (mobilidade visceral) ou o movimento embrionário (migração do órgão da posição onde é formado para a posição definitiva no corpo), energético, de um órgão (motilidade visceral).

Figura 01: Dr. Andrew Taylor Still, fundador da Osteopatia. Em 1892, fundou o primeiro Osteopathic College em Kirksville (EUA). Faleceu em 1917, com 90 anos. A corrente osteopática continuou com Dr. Sutherland e Dr. Littlejohn, que aprofundaram as técnicas e os fundamentos científicos da osteopatia.

Príncipios e Definição

O praticante de Osteopatia tem alguns conceitos filosóficos sobre o corpo humano, a saúde e a doença. Segundo Dr. Still:

1) O corpo é uma unidade. Isto significa que é impossível dissociar o corpo, a mente e o espírito. Também significa que quando um local do corpo está doente, todo o corpo está doente e, assim, todo ele reage a uma disfunção ou sintoma;

2) O corpo é capaz de se auto-regular, auto-curar e manter a saúde. Assim, o que o osteopata faz é retirar o que está atrapalhando ou dificultando o corpo no processo de auto-cura. Cabe a ele desencadear mecanismos de estimulação das propriedades curativas do corpo, facilitando o trabalho do organismo;

3) Estrutura e função são mutuamente interdependentes. Por exemplo, se eu tiver uma lesão medular cervical, não há o que fazer, eu serei paraplégico, pois se a estrutura está debilitada,a função não acontece. Outro, se você tiver uma ruptura ligamentar (lesão estrutural) a função (movimento) da respectiva articulação ficará automaticamente prejudicada!

4) Para combinação de todos os fatores anteriores se faz necessário que o sangue chegue corretamente nos diferentes locais do corpo, com a nutrição adequada às estruturas. Assim, o movimento do sangue (hemodinâmica) e o conteúdo do sangue (nutrição) são fundamentais para manutenção da unidade do corpo.

Contudo, a osteopatia…

…“É um sistema de cuidados com a saúde que reconhece que a auto-cura, a habilidade de auto regular o corpo, depende de determinado número de fatores: condições favoráveis de meio ambiente, nutrição adequada e integridade estrutural normal do corpo.
Utiliza-se de meios de diagnósticos aceitos e também meios de diagnósticos específicos desenvolvidos para facilitar uma avaliação estrutural precisa. Dá ênfase especial à importância da mecânica do corpo e utiliza técnicas manuais para detectar e corrigir as estruturas imperfeitas”

Leon Chaitow

Reabilitação NeuroMeníngea

O que é Reabilitação NeuroMeníngea?
É uma modalidade de terapia manual, que possui uma proposta de integrar os diferentes sistemas do corpo a partir das percepções individuais sobre o próprio corpo, sobre o toque no corpo e sobre o sistema de crenças do paciente. Os princípios do tratamento seguem a filosofia osteopática e as leis osteopáticas. O método de trabalho utiliza de técnicas conhecidas na osteopatia, em especial na Osteopatia Craniana e evolui para as novas percepções físicas e extra-físicas que um indivíduo possa ter ou crer para obter uma saúde melhor e uma vida melhor. Conteúdos sobre Metafísica, Leitura Biológica, Liberação SomatoEmocional, Posturologia, Ortopraxia e Cura Quântica foram utilizados para formular a base desta terapia.

Manual Funcional

O que é Terapia Manual Funcional?
É uma modalidade de Terapia Manual, derivada do raciocínio osteopático, que busca integrar os diferentes sistemas corporais à análise do movimento humano. Está embasada em conhecimentos sólidos de anatomia, fisiologia, semiologia e na sensibilidade manual do terapeuta.